6/20/24

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A LENDA DAS MAÇÃS

 

Certa vez em um país distante, morre um rei muito querido pelo seu povo. Em vida o rei escolheu uma das suas filhas para a sua sucessão. Durante a coração da nova rainha perante toda a corte, conselho e povo, um dos conselheiros sugere que a jovem rainha deva casar-se imediatamente para assim continuar a linhagem. Surgem imediatamente dois pretendentes que pelas suas características físicas se mostravam aptos para um casamento real e a geração de filhos saudáveis. A jovem rainha, preocupada com a sua pouca idade e não mostrando interesse em casar-se com qualquer um dos pretendentes, propôs que ambos resolvessem um enigma. Aquele que resolvesse o enigma seria o escolhido para o casamento real. Deu a eles uma maçã e disse que teriam um ano a partir daquele dia para informar como poderiam compartilhar a maçã sem no entanto dividi-la. O pretendente que resolvesse o enigma seria, após um ano, seu marido, o novo rei.

 O primeiro pretendente, um guerreiro poderoso, pegou a fruta olhou-a demoradamente e impetuoso disse ser impossível compartilhar a maçã sem divisão e rapidamente entregou ao segundo. Este por sua vez, senhor de muitos conhecimentos teóricos, olhou atentamente a maçã e depois de alguns minutos jogou-a longe na direção de um lavrador e, igualmente ao primeiro, disse ser impossível compartilhar sem dividir. O humilde lavrador pegou a maçã e levou consigo após a cerimônia. Preparou a terra, fez uma cova, plantou a maçã, cuidou de cada uma das mudas que surgiram, regava-as todos os dias e após dois anos verificou que daquela maçã, novas macieiras haviam surgindo e produziam apetitosos frutos que ele compartilhou com sua família e vizinhos.

Podemos fazer uma analogia dessa lenda tendo em vista nossos objetivos de vida e como seguir o caminho para conquistá-los - perceber a importância do compartilhar e do resolver problemas de formas diferentes das tradicionais. Identificar cada passo a ser seguido e estimular novas visões. Entretanto, na maioria das vezes, esquece que precisa ser além do rei ou da rainha, um simples lavrador capaz de preparar-se para novos momentos. Investir em novos conhecimentos percebendo que terá que utiliza-los; em algumas vezes após muito tempo. Assim como uma macieira que inicia sua produção dois anos após germinar sua semente, também é necessário investir em novos conhecimentos que poderão demorar algum tempo para serem aplicados. Se não o fizermos, não teremos nem maçãs tampouco novas soluções.

Reflita sobre isso. 

ATIVIDADE

1-      A partir da analogia da maça, reflita sobre seus objetivos e sonhos, pense nas metas que deverá seguir para alcança-los. Após escreva abaixo o seu passo a passo do sucesso.

a)      Objetivo/sonho: Ex. Ser escritor(a). 

b)      Dificuldades/desafios iniciais: Ex. Adquirir mais conhecimento acerca da área e recurso financeiro para o investimento inicial. 

c)      Soluções práticas (de curto prazo) para resolver o problema. Ex. Estabelecer uma rotina de estudos. 

d)     Estratégias de longo prazo para abrir caminhos e alcançar seu objetivo. Ex. Buscar fontes de renda para aplicação e rentabilidade financeira. 

 2 – Desenhe a maça, conforme o modelo abaixo em uma papel cartão vermelho ou verde. Use o desenho dobrado ao meio para fazer um molde e desenhe mais 10 maças. Recorte todas as maças do mesmo tamanho com o papel dobrado ao meio. Escreva em sequência e em poucas palavras o seu sonho/objetivo, as soluções de curto prazo e as estratégias à longo prazo. Agora vamos colar todas as maças unindo as dobras. Nesta etapa você irá desenhar e recortar as folhas da maça. Para fazer o talo, enrole um papel marrom cortado em retângulo. Pronto! Agora é só colar e sua maça do sucesso estará finalizada.




ENTREMEIO - ARTE E MELANCOLIA

 

O Homem Desesperado (1844–1845) Gustave Courbet 


     

           O artista como ser pensante, mergulha num mundo o qual busca alcançar a sua arte, a pura expressão. Este processo é introspectivo e não lhe é permitido “invasões” racionais que lhe possam tirar do caminho certo. Pensar em arte e sentir arte como meio de expressão íntima e clara só é possível quando se vive o momento de criação de dentro para fora. É um momento singular, quando o artista busca necessariamente se conectar consigo mesmo, deixando uma marca exteriorizada.

 Muitos artistas registram sua marca na história, ao demonstrar em sua arte um olhar e um sentir excepcional, extraordinariamente envolvente, que mexe com o imaginário alheio de alguma forma. No campo da cultura artística, seja na pintura, poesia, escrita e na música, muitos alcançam um patamar admirável. Seja uma pintura ou estilo inovador que caminha junto com os séculos e enobrece o nome de seu autor, como Marcel Duchamp com o Ready Made nas Vanguardas Históricas, ou mesmo Van Gogh com a técnica do Impressionismo e Pontilhismo, que fizeram história. Belas e introspectivas poesias que demonstram nostalgia e melancolia, ora se fazem fruto do medo e das frustrações da vida, como os Sonetos da Portuguesa Florbela Espanca. Escritos fictícios que envolvem mistério e temores que rondam o imaginário dos leitores, como os contos sombrios de Edgard Allan Poe. Músicas que nos inspiram, trazendo sentimentos inquietantes ou que nos revelam o nosso lado passional já adormecido, como o grandioso cantor e compositor canadense Leonard Cohen, cantando “Waiting For The Miracle”, que toca a alma de seus admiradores com sua voz marcante. Estas obras sublimes ficam pairando no tempo e nunca se desfragmentam, elas se tornam imortais.

A conexão que o artista faz com sua obra, por meio de sua visão exterior se eclodindo com o seu olhar interior, traça um momento sublime de criação. Um momento que pode imortalizar uma obra. Mas se uma obra é imortal, por sua vez o seu criador é mortal. E mortalmente complexo ele pode ser ao mergulhar em seus devaneios e angústias. Seres dotados de tamanha sensibilidade artística, esculpidos e lapidados no tempo, mergulham em sentimentos triviais, demonstrando que são feitos como nós, carne e osso. Seria sua sensibilidade tamanha, que seu olhar não pudesse suportar a dura realidade que nos concerne? Depressão, suicídio, loucura, boemia, obscuridade, poderiam ser fugas de um mundo não suportável?

A voz esplendorosa de Leonard Cohen escondeu por um tempo as dores da depressão. Florbela Espanca se rendeu ao suicídio já anunciado em seus sonetos. Van Gogh perdeu a lucidez e se afundou nas loucuras da alma, este, só veio a ter o trabalho reconhecido após a sua morte. A boemia de Marcel Duchamp não lhe trazia estabilidade emocional, cultivando relações passionais e turbulentas. Edgard Alan Poe e sua escrita obscura, o encarcerava num mundo de introspecção e sombras, o que culminou em uma morte misteriosa e sem respostas. Estas questões ficam ainda a vagar e a buscar respostas que não acalentam os ouvidos. São questionamentos constantemente retratados pela mídia, em documentários, em biografias, no cinema, etc..Porém o fator relevante é que a tremenda exposição do artista talvez reflita todos esses holofotes que lhe são direcionados, e suas fraquezas anunciadas ao grande público.

Se por um lado o artista pode sucumbir, sua obra permanece invicta. Se ele é mortal, sua obra é imortal. Mas, talvez a imortalidade de um grande artista se faz presente na grandiosidade de sua obra, ela o eterniza, o faz sobreviver ao tempo. Para quem olha uma obra de arte, a visão é de um período de ascensão, por mais rodeado de temores que ele possa ser, a frente disso prevalece um porque, um sentido, um olhar que a criou, que não se restringe ao ato de ver, mas de sentir, de preservar a sua essência, de ser imortalizar.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

http://youtu.be/Y-E53gmeO-8 (Leonard Cohen - Waiting For The Miracle) Uma câmera escura atrás de outra câmera escura (Entrevista com Evgen Bavcar- Por Elida Tessler eMuriel Caron) 

DIAS, Karina. Entre visão e invisão: paisagem [por uma experiência da paisagem no cotidiano]. Brasília: Editora do Programa de Pós-graduação em   Arte, 2010.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe#Morte

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Duchamp

http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonard_Cohen

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh