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Platão se inspirou em Homero para compor um modelo teatral ideal. Através de
Homero, os gregos são influenciados a pensar na questão do gênero de poemas
narrativos. A Epopeia e o Teatro ganharam a preferência da maioria,
devido a sua forma de transmissão com motivações sociais, servindo como base
para os primeiros modelos políticos. Platão e posteriormente Aristóteles
influenciados por esse modelo político, sentem a necessidade de repensar a
arte, visto que o teatro é um dos grandes pilares da vida pública. A poesia
narrativa, seja dramática ou não, na Pólis Clássica é vista como objeto de
ação política.
Platão como filósofo, buscava dissertar e problematizar a questão teatral.
Em suas obras, encontramos traços marcantes dos gêneros tragédia e comédia,
quando ele buscava debater sobre as diferenças e particularidades de
cada modelo teatral. A Tragédia e a Comédia sempre foram gêneros literários
que Platão estudava e valorizava, este último representado pela
paródia.
Em a República de Platão, Sócrates diverge sobre as diferenças de
narrativas, num diálogo com seu irmão Adimanto, que se coloca como
expectador do discurso, pois concorda e compreende positivamente as questões
levantadas por Sócrates. Este por sua vez, trata com ênfase a imitação,
relatando como as obras e os artistas são imitáveis e como a imitação
influencia a sociedade. Se a imitação influencia as pessoas, tal qual,
querem ser comparadas e se identificam com o autor, é preciso ser ponderado
no ato de imitar, para que se promova algo construtivo. Sócrates deixou
claro como muitos artistas realizam suas narrativas por intermédio da
imitação e especificou os gêneros de narrativas existentes na poesia e na
prosa.
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Os conceitos de justiça e de verdades são claramente explorados em a
República de Platão, conceitos estes que permaneciam nas peças de Platão.
Demonstrando uma extrema preocupação com os conflitos existentes na cidade.
Construindo de modo filosófico, uma cidade ideal e entrando em confronto com
os conceitos de justiça e verdade. A República é repleta de narrativas e
discussões que buscam trazer o pensamento e as relações do teatro com a
cidade, produzindo efeitos na forma de pensar da platéia, induzindo o
pensamento. Através desta visão, Platão intervém, a fim de que esta
influência à cidade possa ser positivamente satisfatória.
O caráter crítico de Platão permeia longos debates em torno principalmente
da tragédia. Platão convivia nos ambientes tragediógrafos, o qual era
natural a sua família. Porém, a certo momento, abandona a tragédia na poesia
e passa a seguir o caminho filosófico de Sócrates, passando a ser um duro
crítico da tragédia. Platão parte para uma crítica mais profunda a de
Sócrates, se destacando como filósofo, mas em si, permanecendo traços fortes
da tragédia.