Os pintores da arte impressionista costumavam produzir suas telas ao ar livre. A intenção era capturar as tonalidades que os objetos refletiam segundo a iluminação solar em determinados momentos do dia.
Esse movimento foi um divisor de águas para a pintura. Seus artistas não se prendiam aos ensinamentos do realismo acadêmico.
No entanto, foram influenciados pelas correntes positivistas da segunda metade do século XIX, as quais primavam pela precisão, observando a "cena" a ser retratada, porém tinham a liberdade para interferir na realidade que estavam visualizando para pintar. Assim não se prendiam a uma pintura realista, apesar de observar o concreto real para executar suas obras. A interferência da luz nos objetos era a principal característica das pinturas Impressionistas. Os artistas costumavam pintar ao ar livre ou em recintos, observando como a luz interferia nas cores e volumes dos objetos. Por vezes, pintavam uma mesma paisagem em diferentes horários do dia e em diferentes estações do ano. Dessa forma as pinturas também se tornavam diferentes umas das outras.
O Impressionismo, como um novo estilo artístico concorria com produções acadêmicas. Para isso, havia locais fora dos circuitos tradicionais da arte, como era o caso dos Salons, onde os pintores impressionistas realizavam exposições exibindo suas telas.
Vale citar que as orientações estéticas impressionistas estão presentes nas produções gráficas, na propaganda e noutras formas de comunicação de massa. Até os dias atuais elas seguem influenciando novas estéticas.
Principais características da pintura:
- A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
- As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
- As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.
- Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.
- As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.
Principais artistas:
Claude Monet (1840-1926) francês e o mais célebre dos impressionistas. Foi incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia e em várias épocas do ano, a fim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol. Durante sua doença Monet não parou de pintar, usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros verdes, rosas, vermelhos e cores mais fortes. Em 1911, com o falecimento de Alice, sua esposa, e seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar.
Esse é um quadro de Édouard Manet, finalizado em 1863. O título original é Le Déjeuner sur l'herbe. A cena causou estranheza e polêmica na época por exibir uma jovem nua entre dois homens.
Essa é uma obra de Pierre-Auguste Renoir feita em 1881, e retrata um grupo de amigos. Seu título original é Le Déjeuner des canotiers.